Perturbações de Neurodesenvolvimento turma PND6_T2_25_26

Apresentação

O Plano de Atividades do Agrupamento de Escolas de Águeda (AEA) é um instrumento estratégico orientado para responder a necessidades identificadas na comunidade educativa e para mitigar problemas que afetam o funcionamento e o clima escolar. No diagnóstico interno realizado pelo AEA, os/as Assistentes Operacionais sinalizaram dificuldades sentidas no acompanhamento de alunos com Perturbações do Neurodesenvolvimento (nomeadamente PEA e PHDA) e com comportamentos desafiantes, sobretudo em contextos menos estruturados (recreios, corredores, refeitório e entradas/saídas). Esta ação de formação enquadra-se, assim, nas prioridades do Plano de Atividades, ao reforçar competências práticas de compreensão e atuação, promovendo segurança, inclusão, bem-estar e uma resposta educativa mais consistente e articulada.

Destinatários

Pessoal não docente;

Objetivos

Esta ação de formação tem como objetivos promover a compreensão das Perturbações do Neurodesenvolvimento mais frequentes em contexto escolar, nomeadamente a Perturbação do Espectro do Autismo (PEA), a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e as perturbações do comportamento; reforçar a literacia dos/as Assistentes Operacionais sobre as características e necessidades destes alunos; desenvolver competências de observação, comunicação e atuação adequadas ao seu papel; capacitar para a gestão de comportamentos desafiantes em contextos informais; promover respostas mais empáticas, seguras e consistentes; prevenir situações de conflito; e contribuir para a construção de um ambiente escolar mais inclusivo, seguro e promotor do bem-estar de todos.

Conteúdos

Enquadramento geral das Perturbações do Neurodesenvolvimento em contexto escolar Conceito de neurodesenvolvimento e diversidade de perfis de funcionamento; princípios da educação inclusiva; distinção entre dificuldades, perturbações e comportamentos desafiantes; importância do papel do pessoal não docente na promoção do bem-estar, da segurança e da inclusão. Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) Principais características da PEA; diversidade do espectro; dificuldades na comunicação e interação social; interesses restritos e comportamentos repetitivos; hipersensibilidades sensoriais; impacto das rotinas, do ruído e da imprevisibilidade; necessidades específicas em contextos informais (recreio, refeitório, filas, transportes); estratégias de apoio e atuação adequadas ao papel do pessoal não docente. Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) Características nucleares da PHDA (desatenção, impulsividade e hiperatividade); dificuldades de autorregulação; impacto na espera, no cumprimento de regras e na gestão do comportamento; diferença entre comportamento intencional e dificuldade neurodesenvolvimental; estratégias simples para promover a atenção, a segurança e a previsibilidade nos contextos escolares. Perturbações do comportamento em contexto escolar Comportamento como forma de comunicação; fatores desencadeantes (frustração, ansiedade, dificuldades de comunicação, sobrecarga sensorial); comportamentos de oposição, desafio e agressividade; prevenção de escaladas comportamentais; importância da coerência, da previsibilidade e da relação segura. Estratégias práticas de atuação em contextos informais Observação e leitura do comportamento; comunicação clara, simples e consistente; validação emocional; antecipação e organização de rotinas; gestão de transições; uso do tom de voz e da linguagem corporal; o que fazer e o que evitar em situações de crise; limites do papel do pessoal não docente e articulação com docentes e técnicos especializados. Promoção do bem-estar e do clima escolar Impacto das respostas dos adultos no comportamento dos alunos; contributo do pessoal não docente para ambientes escolares seguros e inclusivos; autocuidado emocional do profissional; importância do trabalho em equipa e da comunicação entre todos os intervenientes da comunidade educativa.

Avaliação

Presencial: participação nas sessões – dinâmica e qualidade das intervenções (30%). Autónomo: realização de uma avaliação escrita – teste escrito (70%). Os formandos serão classificados na escala de 1 a 20 valores. Frequência obrigatória em 80% da formação.

Bibliografia

American Psychiatric Association. (2014). DSM-5: Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (5.ª ed.). Lisboa: Climepsi. Barkley, R. A. (2015). Attention-deficit hyperactivity disorder: A handbook for diagnosis and treatment (4th ed.). New York: Guilford Press. Cooper, P., & Jacobs, B. (2011). From inclusion to engagement: Helping students engage with schooling through policy and practice. London: Wiley-Blackwell. Costa, A. M. F. (2020). “Quero é brincar!” – Proposta de um projeto de intervenção socioeducativa em recreios escolares do 1.º CEB (Dissertação de mestrado em Ciências da Educação). Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Porto Direção-Geral da Educação. (2020). Educação Inclusiva: Guião de apoio à prática. Lisboa: DGE. Frith, U. (2008). Autism: A very short introduction. Oxford: Oxford University Press. Organização Mundial da Saúde. (2022). Classificação Internacional de Doenças – CID-11. Genebra: OMS.

Formador

Rosália Maria da Rocha Coelho

Cronograma

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão
1 10-07-2026 (Sexta-feira) 09:00 - 12:30 3:30 Presencial
2 10-07-2026 (Sexta-feira) 14:00 - 16:30 2:30 Presencial
Início: 2026-07-10
Fim: 2026-07-10
Acreditação: DGAE/1676/2026
Modalidade: Jornada
Pessoal: Não docente
Regime: Presencial
Duração: 6 h
Local: Agrupamento de Escolas de águeda